FIM DE EXPEDIENTE - Caras durões como o Saddam gostam de sair do trabalho e chegar no bar com o colarinho aberto, sem gravata, barba mal feita e apontado o dedo para as pessoas. A foto em questão é do julgamento e provavelmente representa Saddam dizendo ao juiz algo do tipo "Estivéssemos no bar do Munir lá em Falluja e juro que te quebrava a garrafa de whisky na cabeça e ainda comia a garçonete". Nota 7, diminuída pelo lamentável Grecin 2000 no cabelo.
EU QUERO UM CONHAQUE E O SEU SORRISO - Aqui, no melhor estilo Charles Bronson a chegar num daqueles puteiros de beira de estrada e pedindo uma dose pro garçom. A ausência da gravata novamente dá um ar informal que, aliada ao tom feroz com que se manifesta e o livro embaixo do braço, flerta com o tipo do esquerdista Jack Daniel´s que prega a revolução comunista num bar da Vila Madalena. Nota 9 pela expressividade.RETRÔ - Aqui no melhor estilo John Scatman (na foto da direita), aquele cantor de músicas dance que embaralhavam o beiço nos anos 90. O detalhe testosterônico da figura é o fato de Saddam estar acionando o rifle com uma mão só, o que equivale a tomar dez doses de Cynar e permanecer de pé. Coisa de machão mesmo. Nota 9,5 pelo saudosismo de Scatman. Pa po pê paparapapapá parapipá po pê po parapipá po pê po parapa pá pá pá....
LUIZ MIGUEL DAS ARÁBIAS - Provavelmente as mulheres com 60 anos que lerem isso - certamente nenhuma - vão se apaixonar por esta foto, típica de capas de disco de boleristas latinos galãs. Se Saddam lançar um disco antes da forca, poderia usar essa foto, que já vem com espaço ao lado para inscrições com letra corrida em dourado com dizeres como "Hussein: un toque de amor", "Mil e una noches com Saddam Hussein" ou "Saddam: emociones". No fundo ele só quer transmitir que caras durões como ele também são sensíveis. Nota 9,5 porque me comoveu. 


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