Aproveitando a quentura da noite desta quinta-feira, saí por aí a caminhar para aliviar as marcas de pneu nas minhas costas e acender um cigarro existencial nalgum bar. O escolhido, muito por acaso, foi o Esquina do Fuad, que é, ao mesmo tempo, um dos piores bares de São Paulo e um dos que eu mais freqüento (não deixe de reparar nos erros de português do cardápio, que dão um charme nada especial ao recinto).
Depois de duas Serra Malte e de ficar chuchando um pãozinho no azeite jogado ao prato, fazendo de conta que o azeite é de oliva mesmo, e não óleo Soya, eis que surge do meu lado um dos meus ídolos: o apresentador Nerivan Silva, do Amigos do Forró, espetacular programa brega/trash que passava na TV Gazeta aos sábados à tarde.
Nerivan está com um cabelão anos 80 a la Echo and the Bunnyman e foi logo pedindo uma chuleta na brasa. Engasguei de emoção. Bati nos bolsos da calça procurando a câmera fotográfica, mas ela ficou em casa.
Se eu fosse um fã profissional, teria perguntado qual o futuro do Amigos do Forró, teria questionado sobre a marca de xampu que ele usa, teria ao menos oferecido o prato com óleo Soya pro Nerivan também chuchar um pãozinho.
Mas não. Pedi a conta e fui embora. Eu e essa mania de fugir do sucesso. Besouro, quando cai de costas, não se levanta nunca mais.
P.S.: Aqui, uma espetacular entrevista em ping pong com Nerivan Silva.
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