Sonhei que abandonei fisicamente o local que trabalho e passei a despachar em uma espécie de pousada para pessoas que trabalham. Explico: é como uma pousada, no meio de uma selva, mas com todo mundo com seu notebook e um telefone ao lado. Todos eram obrigados a trabalhar três horas sem parar e, em seguida, ter três horas para beber e comer churrasco - não me pergunte do porquê do churrasco. E era esse esquema todos os dias.
Lembro de que fiz um monte de amigos, nenhuma pessoa que eu conheça na vida real. Lembro que fiz amizade com um sujeito branquelo que ficou bêbado, sumiu e depois de dias voltou de táxi para a pousada, ainda alcoolizado. Quando ele saiu do táxi, o motorista muçulmano acionou um dispositivo que explodiu uma bomba atômica. Me escondi atrás de um muro e vi tudo voar pelos ares, as pessoas, a pousada, exceto eu, a planta que estava ao meu lado e esse inexplicável muro. E fiquei horas assim, atrás do muro, esperando o vento e o clarão passarem, vendo um cogumelo gigantesco se abrir sobre mim, tentando achar uma solução rápida e genial para escapar da massa atômica que me esmagava contra a parede.
É a segunda vez que sonho com bomba atômica, que a visualizo, que vejo minha camisa rasgada por um clarão. É a primeira que acordo com dor de cabeça.
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